MEDITAÇÃO DA MULHER para quarta, 19 de junho
Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo. Efésios 4:31, 32
O que você sentiria se alguém que você julga estar ao seu lado se volta contra você, a desaponta e simplesmente parte seu coração?
Como meu esposo e eu não temos filhos, decidimos ajudar nossos familiares próximos em seus estudos. Fizemos isso desde quando eram pequenos até concluírem os cursos. Suprimos fielmente suas necessidades financeiras. Como diz o velho ditado, nem todas as frutas da árvore são boas. Uma delas acabou sendo uma traidora e se tornou minha maior inimiga. Tornou-se desrespeitosa e ingrata, e me deu muito desgosto e pesar por causa das coisas ruins que dizia a meu respeito. Fiquei tão profundamente magoada que não conseguia sequer concentrar-me enquanto dirigia o carro, o que me levou a passar por dois acidentes. (Graças a Deus, foram leves.) A situação criou um sentimento de ódio em meu íntimo. Queria vingança. Temia que a amargura e a ira que estava sentindo me corroessem, pouco a pouco. Então, notei algo em meu comportamento: quanto mais pensava em vingança ou na maneira de acertar as contas, tanto mais rude e desagradável me tornava.
Voltei-me ao Senhor em busca de auxílio e pedi perdão. Pedi que, por Sua graça, eu fosse capaz de perdoar aos que me haviam prejudicado. Deus respondeu à minha oração e me levou às Suas promessas do texto de hoje, bem como a Romanos 12:19: ”Nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: ‘Minha é a vingança; Eu retribuirei’, diz o Senhor.” Senti o Senhor em mim, e isso me animou. Estava livre da ira e da amargura.
Despejei meu pesado fardo sobre Ele porque só Ele podia entender o que eu passava, pois o próprio Deus experimentou tudo isso enquanto esteve aqui na Terra. Seus discípulos O negaram, O traíram, e Seus amigos se tornaram inimigos dEle e O pregaram à cruz. Li num livro de Philip Yancey que o perdão de Deus é incondicional; provém de um coração que não exige nada para si mesmo, um coração completamente vazio da autogratificação. Esse é o perdão divino que devo praticar em minha vida diária. Deus perdoa minhas dívidas assim como eu perdoo aos meus devedores.

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